sexta-feira, 23 de junho de 2017

O Pequeno Livro da Astronomia (Máximo Ferreira)

Ponto de orientação, base de conhecimento ou, simplesmente, fonte de fascínio. Tudo isto e mais se aplica ao céu nocturno, com toda a sua vastidão de estrelas e outros corpos celestes. Mas, se simplesmente olhar para o céu e ver as estrelas já é mágico, há, ainda assim, todo um mundo de conhecimento a descobrir. E a pergunta que, desde logo, surge é por onde começar. Este pequeno livro responde a algumas das questões básicas, permitindo ver o céu de uma forma diferente. E, ao mesmo tempo, desperta curiosidade em saber ainda mais.
Bastante breve, mas muito interessante e de fácil compreensão, este não é, nem pretende ser, um guia completo para o estudo da astronomia, mas antes como que um ponto de partida para os interessados no tema. E, sendo assim, aquilo que apresenta são as linhas gerais do estudo do céu e a forma como um qualquer leigo na matéria se pode iniciar neste estudo. Claro que há conceitos que não são aqui definidos ao pormenor - mas a informação essencial encontra-se com uma pesquisa rápida e, para aprofundar aspectos específicos, haverá certamente outros meios. E, assim sendo, a impressão que fica é precisamente a de uma boa base a partir da qual partir à descoberta.
Para a fácil assimilação dos conceitos contribuem também as muitas imagens que acompanham o texto, bem como a carta celeste no final do livro, já que, por mais claro que seja o texto - e é-o, de facto - a visualização não deixa de ser um elemento importante quando o próprio tema se prende com a observação do céu. Além disso, ao dar forma visual aos conceitos no texto, o autor torna ainda mais fácil a compreensão das coisas - sejam elas uma fórmula de medição ou a simples diferença entre duas ampliações.
Não, não é um livro exaustivo - mas, mais uma vez, não pretende sê-lo. O que é, sim, é um bom ponto de partida para quem quer aprender a observar as estrelas com um pouco mais de detalhe e conhecimento. E conhecimento é algo que facilmente se retira deste livro, pelo que, para quem se quer iniciar nesta matéria - ou, simplesmente, tem curiosidade em relação ao tema - a impressão que fica é, portanto, muito simples de descrever: breve, acessível, agradável e esclarecedor. Uma boa leitura, em suma. 

Título: O Pequeno Livro da Astronomia
Autor: Máximo Ferreira
Origem: Recebido para crítica

quarta-feira, 21 de junho de 2017

Os Exportadores Portugueses (Filipe S. Fernandes)

Principalmente com a chegada da crise, começou a ouvir-se falar cada vez mais da exportação como solução para muitos problemas do tecido empresarial. Mas como é que isso funciona realmente? E até que ponto as exportações acrescentam valor - ou abrem novas possibilidades - a empresas já existentes, principalmente se não pertencerem aos grandes grupos? Estas são algumas de várias perguntas importantes a que este pequeno ensaio procura responder.
Se vamos falar em empresas e em volumes de exportação - entre outras particularidades do mundo dos negócios - é inevitável que se espere, à partida, uma boa dose de números e de estatísticas. E, por isso, importa fazer aqui uma nota prévia: este não é um mundo do qual eu tenha grandes conhecimentos. É este ponto, aliás, que me leva ao que é, para mim, o único ponto fraco neste ensaio: para quem não tiver grandes conhecimentos prévios sobre o mundo empresarial, não é fácil entrar neste cenário cheio de termos e de números e de estatísticas, pelo que uma explicação prévia dos conceitos básicos poderia ter sido útil. Ainda assim, basta uma pesquisa breve para esclarecer o essencial. E, a partir daí, mesmo não conhecendo grande coisa do assunto, é possível retirar desta leitura uma muito boa ideia de como funciona o mundo das empresas exportadoras.
Quanto ao ponto forte, e é considerável, tem a ver com a forma como o autor recorre a vários exemplos sobejamente conhecidos para traçar um percurso da evolução das exportações ao longo do tempo. É fácil reconhecer o nome de algumas empresas e, quando não é, a explicação que se segue sobre a actividade que exercem esclarece de imediato o contexto que esse exemplo em particular representa no cenário global. E há exemplos de diversos ramos, o que, associado às inevitáveis estatísticas, permite ficar com uma visão bastante abrangente, ainda que sucinta, do que é, afinal, o mercado exportador.
Ficam perguntas sem resposta? Provavelmente. Mas também não me parece que seja o objectivo deste livro - ou que seja possível, sequer! - resumir em menos de cem páginas um tema tão vasto. O essencial, ainda assim, é facilmente perceptível e, sendo certo que fica a vontade de saber mais, tanto sobre as bases como sobre os exemplos específicos, as linhas fundamentais estão bem presentes e são muito claras.
A ideia que fica é, pois, a de uma leitura acessível, apesar da vastidão de números que inevitavelmente vem associada a um tema como este. Acima de tudo, fica a muito boa impressão de ter terminado a leitura a saber bastante mais sobre o tema do que o que sabia antes de a ter começado. E isso é mais do que suficiente para fazer com que valha a pena.

Título: Os Exportadores Portugueses
Autor: Filipe S. Fernandes
Origem: Recebido para crítica

terça-feira, 20 de junho de 2017

A Sociedade dos Sonhadores Involuntários (José Eduardo Agualusa)

Num fenómeno que ninguém parece conseguir explicar, Daniel Benchimol sonha com pessoas que não conhece, mas que existem ou existiram. Um seu conhecido, Hossi, habitou em tempos os sonhos de todos os que o rodeavam, tendo chegado por isso a ser objecto de uma estranha experiência. Por outro lado, uma máquina fotográfica encontrada na água leva Daniel a Moira, uma artista que encena os seus sonhos. E esta, por sua vez, leva-o a um neurocirurgião que está a desenvolver uma máquina capaz de os filmar. Os sonhos levam-nos a recordar o passado, a questionar o que se passa nos meandros da mente. Mas, se a proximidade dos sonhos chega para criar relações, há algo - outro tipo de sonho - que é capaz de unir todo um povo. E tudo começa com a filha de Daniel e as suas aspirações à liberdade...
Surpreendente seria uma boa palavra para começar a definir este livro, que parte do que parece ser uma paisagem onírica, ainda que com estranhos reflexos no mundo real, para depois se debruçar sobre as grandes questões da realidade em que as personagens se movem. Os sonhos não as levam apenas ao impossível e ao inesperado - levam-nas a lembrar as guerras passadas e as restrições do presente. E quando a história se expande para a história dos jovens revolucionários, então torna-se impossível não ver as semelhanças entre esta narrativa e a história de uma realidade muito próxima.
Ora, isto cria um contraste muito interessante, pois, ao mesmo tempo que a peculiaridade da relação das personagens com o mundo dos seus sonhos confere à narrativa uma muito agradável leveza, a dureza da realidade projecta as verdadeiras dificuldades de um percurso que, neste caso é fictício, mas que se aproxima em muito de um caso bem real. Surge assim como que a impressão de um equilíbrio delicado, numa história em que o improvável e o bem possível andam claramente de mãos dadas. 
Claro que, conhecendo a realidade dos factos, é difícil imaginar a forma como este livro termina a acontecer verdadeiramente. Ainda assim, não deixa de ser uma conclusão adequada para uma história que, oscilando entre o normal e o inexplicável, parece ser toda ela um hino ao valor do sonho e do esforço por o tornar real. Um hino escrito com uma mestria tal que, mesmo quando não é fácil compreender algum gesto ou simpatizar com determinada personagem, há sempre algo que prende nesta história onde tudo (ou quase tudo) parece possível.
Surpreendente, portanto. Assim se poderia definir este livro que é, acima de tudo, um sonho em que a realidade está bem presente. Bem escrito, com uma história cativante e alguns mistérios que, mesmo deixados por explicar, não deixam, ainda assim, de exercer um estranho fascínio, vale bem a pena conhecer esta Sociedade dos Sonhadores Involuntários.

Título: A Sociedade dos Sonhadores Involuntários
Autor: José Eduardo Agualusa
Origem: Recebido para crítica

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Divulgação: Novidade Guerra e Paz

Agora que tantos portugueses voltaram a descobrir os encantos da vida no campo, é preciso voltar a ler-se Júlio Dinis. Ainda que a história se centre em Madalena, a morgadinha, uma mulher de carácter forte e virtuoso, o enredo inicia-se com a vinda de Henrique de Souselas, um hipocondríaco de manias citadinas, para casa da tia Doroteia, numa aldeia minhota, por conselho do seu médico. O autor ilustra, assim, uma das suas teses predilectas: o efeito regenerador da vida simples do campo sobre a citadina.
São infinitas as lições de vida que podemos retirar da obra: desde a intriga amorosa, com ciúme à mistura, a honra ferida por injustas calúnias, a crítica social e de costumes. Mas Júlio Dinis glosa também tópicos como o do compadrio, o caciquismo, o recurso à cunha, a corrupção política, o fanatismo religioso.
Venha conhecer as salas de famílias da aldeia; tome um chá na casa do Mosteiro, saboreie uma boa canja na casa de Alvapenha, assista em directo às brigas na casa de Zé P’reira, peça conselho ao tio Vicente sobre a melhor mezinha, tome um copo na venda do Canada e, se é devoto ou tem fé, vá até à igreja, mas deixe-se de fanatismos.
Prometemos um final feliz, como era timbre do autor. Leia-o!

Júlio Dinis. Joaquim Guilherme Gomes Coelho, verdadeiro nome de Júlio Dinis, nasceu no Porto, em 14 de Novembro de 1839. Era filho de um cirurgião, José Joaquim Gomes Coelho, e de Constança Potter, que morreu cedo, deixando-o órfão aos seis anos. Em 1861, termina o curso de Medicina na Escola Médico-Cirúrgica do Porto. Nessa época, já sofria de tuberculose, o que o levou a sair do Porto, começando a escrever. Inicia a actividade literária em 1862, publicando breves narrativas no Jornal do Porto. Torna-se professor de medicina na escola onde se formou em 1865. Morreu em 1871, aos 31 anos, vítima de tuberculose. Publicou quatro romances: As Pupilas do Senhor Reitor (1866), Uma Família Inglesa (1867), A Morgadinha dos Canaviais (1868), e Os Fidalgos da Casa Mourisca (1871).

domingo, 18 de junho de 2017

Filhas da Tempestade (Philippa Gregory)

Enquanto membro da misteriosa Ordem das Trevas, a missão de Luca Vero é procurar sinais do fim dos tempos, obter toda a informação relevante e transmiti-la ao seu enigmático superior. As ordens são sempre claras e invioláveis - mas o caminho nem sempre está livre de obstáculos. Enquanto viaja com os companheiros, toma conhecimento da existência de uma cruzada de crianças que viaja com destino a Jerusalém. E, ao ouvir as palavras do líder desta cruzada, Luca descobre-se também incapaz de ignorar o chamado. Mas a partida triunfal transforma-se em tragédia com a chegada de uma onda gigante que tudo destrói. E, de repente, Luca vê-se na necessidade de, mais uma vez, inquirir sobre o papel das suas companheiras - agora acusadas de terem desencadeado a tempestade...
Centrado acima de tudo em Luca e nos seus companheiros, mas acompanhando vários mistérios e possibilidades, este é um livro que tem a sua maior força na forma como as personagens são desenvolvidas. Luca, destinado a ver o pior do mundo sem vacilar, cativa, por um lado, pela determinação em cumprir o seu papel, mas principalmente pela vulnerabilidade. Isolde e Ishraq pelo contraste que existe entre ambas - a dama que vive segundo as regras e a serva que a todas questiona. Peter é o monge perfeito, estrito e de fé aparentemente inabalável, mas os seus rasgos de humanidade, quando surgem, nunca deixam de surpreender. E Freize... bem, Freize é a alma do lado mais leve desta história, com a sua natureza divertida e ligeiramente provocadora a acrescentar o toque certo de humor quando as coisas se tornam demasiado sérias.
Todas as personagens são interessantes, à sua maneira, mas são as relações que as unem aquilo que mais marca, sendo no rescaldo da grande onda que o melhor delas se revela. E é aqui que entra o factor que desperta sentimentos ambíguos. É que, apesar de acompanhar diversos "casos" - a cruzada, a onda, a chegada do misterioso Radu Bey - a impressão que fica é a de que este livro funciona, em grande parte, como transição para o que se seguirá. Todas as personagens avançaram, de alguma forma, e o que aconteceu é relevante. Mas as grandes perguntas, essas, ficam todas em aberto. Fica, por isso, uma certa curiosidade insatisfeita, mas também muita vontade de saber o que acontece a seguir.
O que me leva a outro ponto que é importante destacar. Ainda que os casos tenham um papel relevante no enredo, é, muitas vezes, nas pequenas pistas que se encontram os sinais mais importantes. E a forma como a autora equilibra estas duas facetas do enredo - fazendo com que aconteçam coisas importantes, mas como que insinuando que o melhor ainda está para vir - cria grandes expectativas para o que poderá vir depois. Não só quanto à busca dos tais sinais do fim dos tempos, mas principalmente quanto aos segredos e às verdadeiras motivações que algumas das personagens parecem teimar em esconder. 
Cativante, repleto de personagens marcantes e com uma história que, apesar das tais perguntas sem resposta, facilmente se torna memorável, a impressão que fica é, portanto, a de um volume de transição numa aventura que promete ser ainda cheia de grandes surpresas. E de um avanço que, mesmo com tudo o que é deixado em aberto, traz para mais perto a natureza das personagens e aquilo que elas têm de mais fascinante. Uma boa história, portanto, e que deixa muito boas expectativas para o que dela falta contar. 

Título: Filhas da Tempestade
Autora: Philippa Gregory
Origem: Aquisição pessoal

sábado, 17 de junho de 2017

A Mala Misteriosa do Senhor Benjamin (Pei-Yu Chang)

O senhor Benjamin é um grande filósofo com ideias extraordinárias. Mas as pessoas que mandam no seu país não gostam de quem tem ideias extraordinárias e, por isso, o senhor Benjamin tem de fugir para não ser preso. É uma situação delicada e as instruções que tem são para não levar nada pesado, de modo a não levantar suspeitas. Mas, na hora da fuga, o senhor Benjamin aparece com uma grande mala, cheia de coisas que diz serem mais importantes do que a sua vida. É bem possível que isso possa comprometer a fuga - mas a mala não pode ficar para trás. O que contém? Ninguém sabe...
Baseado numa história verdadeira e contado de forma muito simples, este é um livro que cativa, acima de tudo, pela forma clara e envolvente como consegue transpor o essencial de um tema vasto e complexo para o registo necessariamente simples de um livro infantil. A história não podia ser mais sucinta - um homem obrigado a fugir pelas suas ideias que leva consigo, ainda assim, o que considera ter de mais importante. E, porém, todos os elementos essenciais estão lá, desde a linha geral de um enredo capaz de despertar curiosidade (e com uma muito intrigante ponta de mistério) às questões pertinentes que, ainda que abordadas com a necessária simplicidade, não deixam nunca de estar presentes.
Também muito relevante é a forma como o texto e a imagem se ajustam no que parece ser um equilíbrio muito eficaz. As ilustrações, aparentemente muito simples, parecem, ainda assim, conseguir evocar, na medida certa, o lado sombrio de um mundo onde se foge por pensar. E o texto, igualando em simplicidade a história propriamente dita, realça as coisas realmente importantes, sem parecer deixar nada de relevante por dizer.
Somadas as partes, fica a impressão de um livro bonito e relevante, em que, de forma muito simples e cativante, mas nunca ignorando as difíceis verdades presentes, se começa a apresentar aos mais novos um lado da história que, por mais desagradável que possa ser, não poderá jamais ser ignorado. Muito interessante.

Título: A Mala Misteriosa do Senhor Benjamin
Autora: Pei-Yu Chang
Origem: Recebido para crítica

sexta-feira, 16 de junho de 2017

A Rapariga Mais Sortuda do Mundo (Jessica Knoll)

Ani FaNelli tem tudo o que sempre quis: um bom emprego, um noivo rico e uma vida cheia dos pequenos luxos a que sempre aspirou. Mas também tem um passado sombrio. E, agora que o casamento se aproxima, aproxima-se também a altura de revisitar o passado. Quando era adolescente e frequentava uma prestigiada escola privada, algo aconteceu que a assombraria para sempre, moldando todas as suas decisões. E agora há quem queira contar a sua versão dos factos - aquela que as vozes dos outros sempre fizeram calar. A história do que aconteceu em Bradley será finalmente contada. Mas isso trar-lhe-á paz ou apenas um novo caos?
Um dos aspectos mais curiosos neste livro - e, ao mesmo tempo, uma das suas forças e o principal ponto fraco - é a forma como, sem que nenhuma das personagens seja propriamente do género que desperta empatia, a história consegue, ainda assim, tocar todos os pontos relevantes. Não há ninguém de entre as personagens mais relevantes sobre quem se possa dizer que é "boa pessoa" e, contudo, aquilo que vivem, as experiências e provações por que passam e a forma como o passado se estende para lá do tempo não deixam, ainda assim, de realçar a relevância das questões abordadas. Daí ser uma força e uma fraqueza. Fraqueza, porque, ao não se simpatizar com nenhuma das personagens, fica uma inevitável sensação de distância. Força, porque realça o impacto de acontecimentos que abalam, independentemente de se gostar ou não da pessoa que os vive. 
Ora, não é fácil entender Ani FaNelli, com as suas aspirações sociais e a estranha predilecção pelo ter (ter a imagem perfeita, ter o que de melhor há no mercado, preencher todos os requisitos do que se entende como a vida ideal), mas, à medida que o seu passado é revelado, fica-se com uma opinião um pouco diferente da sua pessoa. Não, não atenua o efeito dos seus traços de personalidade. Mas, até certo ponto, justifica-os. E isto confere ao enredo uma nova intensidade, pois o que parecia ser a história de uma vida perfeita assume-se, gradualmente, como um retrato bastante mais negro de uma vida que não é, afinal, tão simples como aparentava ser.
Aos poucos, tudo começa a ganhar um novo sentido, e, numa história onde não há vidas perfeitas, e muito menos personagens perfeitas, as questões realmente relevantes começam a vir à superfície. E acaba por ser isso, acima de tudo, o que fica na memória: as experiências do passado da protagonista e a forma como lhe marcaram o presente, bem como a influência que isso viria a ter nas suas escolhas e relações com pessoas que não estavam preparadas para lidar com os factos. 
Não, não é fácil gostar das personagens. Mas, numa história como esta, em que há questões tão complexas na raiz do que parecia ser uma vida simples, não deixa de fazer sentido que as marcas do sucedido tenham moldado uma protagonista menos que perfeita. E isto, associado a um enredo surpreendente e a uma escrita que, a pouco e pouco, parece ajustar-se na perfeição à voz da protagonista, acaba por ser mais que o suficiente para fazer deste A Rapariga Mais Sortuda do Mundo uma história muito interessante. E uma boa leitura, claro. 

Autora: Jessica Knoll
Origem: Recebido para crítica

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