terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Divulgação: Novidades Bizâncio

Uma história de resistência e de determinação sobre a irresistível e duradoura natureza do amor e a fragilidade da vida.
Frank Gold, um refugiado de guerra vindo da Hungria para a Austrália, é apanhado pelo surto de poliomielite que atingiu aquele país em 1954.
Como tantas outras crianças é acolhido na casa de recuperação «Golden Age», onde reaprendem a andar. É aí que encontra Sullivan, que lhe revela a poesia, e mais tarde Elsa.
Resiste ao abandono e ao isolamento daquele lugar através da poesia e do laço de paixão que o liga a Elsa.
Nesta casa parada no tempo, as crianças estão sujeitas a regras próprias que fazem de «Golden Age» um outro país, um terceiro país, onde todos descobrem que estão sós, numa luta de recuperação muito própria.

Porque é que os lobos uivam à lua?
É verdade que as hienas riem? 
Porque é que os hipopótamos gostam tanto de lama? 

Na mesma linha editorial do «O Grande livro dos Insetos», este álbum, a cores e de grande formato, incentiva as crianças à leitura, na procura de respostas a estas e muitas outras perguntas incríveis.
Aqui, iremos encontrar toda a espécie de animais selvagens do mundo, barulhentos, peludos, ferozes e maravilhosos, como se alimentam, caçam, sobrevivem e se reproduzem, contribuindo para um melhor conhecimento e uma melhor compreensão do mundo animal. 

Divulgação: Novidade Topseller

Para Toni, Evie é a coisa mais importante do mundo.
Quando perdeu o marido na guerra, Toni tomou medidas para começar tudo de novo e dar à filha, Evie, uma vida melhor. Mudou-se para uma cidade diferente, arranjou um novo emprego e mudou a filha para outra escola.
Mas há coisas más que não param de acontecer.
O recomeço está a ser difícil. Evie não gosta da escola, os vizinhos têm antecedentes criminais e a nova chefe é terrível. Para conseguir lidar com tudo isto, Toni começa a abusar de sedativos.
Quando fecha os olhos, as horas desaparecem e o descanso torna-se possível. É quando algo terrível acontece.
E agora Evie desapareceu.
Ninguém sabe onde Evie está e não há pistas, nem suspeitos. Toda a gente culpa Toni, que rapidamente é vista pela opinião pública como uma mãe irresponsável e toxicodependente. Mas ela tem a certeza de não ter feito nada de errado. Ou será que fez?

K.L. Slater é uma nova voz do thriller psicológico que em poucos meses viu o seu romance de estreia, A Salvo Comigo (ed. Topseller, 2017), alcançar o topo das tabelas de vendas internacionais.
Também escreve livros de ficção Young Adult, multipremiados, com o nome Kim Slater.
Mora em Nottingham, no Reino Unido, com o marido e os três filhos.

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

The Wicked + The Divine: O Acto de Fausto (Kieron Gillen, Jamie McKelvie, Matt Wilson e Clayton Cowles)

A cada noventa anos, doze deuses tomam forma humana e tornam-se celebridades do seu tempo. Os seus espectáculos inspiram multidões, atraem fãs incondicionais e despertam ódios inexplicáveis. A sua vida traz milagres e inspiração - e termina passados apenas dois anos, para que mais tarde o ciclo volte a repetir-se. Mas os tempos mudaram. Os novos deuses não são apenas fonte de inspiração - há quem questione a veracidade da sua história e quem queira livrar-se deles. E, quando um incidente faz com que os poderes de um dos deuses se revelem, as coisas ganham uma nova dimensão. Pois é preciso preservar o ciclo - seja qual for o preço a pagar.
Não há nada para dizer sobre este livro que não seja elogioso, mas é necessariamente preciso começar pelo conceito. A ideia de deuses que encarnam quase como estrelas pop desperta, desde logo, várias questões pertinentes, desde a efemeridade da glória em contraste com a importância que lhe é dada à forma como a fama desperta igualmente paixões e ódios, passando ainda por questões tão amplas como o equilíbrio entre poder e responsabilidade e a existência ou não de limites quando, em teoria, quase tudo é permitido. Tudo isto está presente neste livro e com um potencial que apenas parece ter começado a revelar-se. O resultado é um fascínio quase imediato e uma vontade irresistível de saber mais.
Claro que é preciso também falar do elemento visual que é, afinal, o que dá vida e cor a um mundo tão cheio de fascínio como de possibilidades. A cor, o traço, a imagem surpreendente que é dada às várias personagens e a expressividade que tanto as caracteriza são, no fundo, a alma de uma história em que o diálogo é apenas um dos vários elementos de um todo muito mais vasto. E a intensidade da acção, o impulso de desvendar os mistérios, até mesmo os laivos de emoção que parecem surgir precisamente nos momentos certos emergem tanto dos actos - e, portanto, da imagem - como das palavras.
Mas voltando às personagens e ao mundo em que se movem. Este é apenas o primeiro volume de uma série bastante mais extensa e, por isso, escusado será dizer que é apenas o início de algo que promete ser muito mais vasto. Mas há já tanto para descobrir, nas personagens e no sistema em que parecem enquadrar-se, que, mais do que qualquer curiosidade insatisfeita, fica simplesmente isto: a sensação de uma primeira etapa muitíssimo bem conseguida e a vontade de descobrir o que se segue o mais rapidamente possível. Claro que também a forma como tudo termina contribui para esta impressão, pois aquele ponto de equilíbrio entre o fim de uma fase e a ideia de que muito mais estará para vir desperta precisamente esse agradável misto de curiosidade e satisfação.
Intenso, fascinante, com um mundo tão complexo como a natureza das personagens que o povoam e uma exploração meticulosa do muito potencial contido em tudo isto, a soma das partes é, pois, um início brilhante, que prende desde a primeira página e não deixa de fascinar até ao fim. Brilhante, surpreendente, belíssimo. Mal posso esperar para ler o próximo. 

Título: The Wicked + The Divine: O Acto de Fausto
Autores: Kieron Gillen, Jamie McKelvie, Matt Wilson e Clayton Cowles
Origem: Recebido para crítica

Divulgação: Novidade Clube do Autor

Falar e escrever bem é muito mais do que fazer-se entender. Expressar-se correctamente é importante para estabelecer uma boa comunicação – oral ou escrita – mas a escolha das palavras certas é na verdade o mais relevante. Na Ponta da Língua é um livro indispensável para quem quer melhorar o discurso escrito ou falado, para quem pretende fazê-lo com mais rigor ou para quem quer aumentar o seu vocabulário.
Mais de 200 palavras, algumas com séculos de História, são aqui apresentadas, devidamente contextualizadas e interligadas. Algumas fazem parte do nosso discurso diário, mas gostaríamos de as dominar melhor; outras já ouvimos, embora não as utilizemos; e outras podemos nem conhecer, embora tornem a nossa linguagem mais precisa e culta.
Fetiche, maquiavélico ou estóico são palavras recorrentes no nosso léxico, mas entendemos bem o seu sentido? Sentimo-nos à vontade para usar termos como alvíssaras, gentrificação ou distopia? E conhecemos vocábulos como heurística, misantropo e gongórico para nos explicarmos de forma mais precisa?
Para todos os leitores que desejam falar e escrever melhor, fazendo-o com mais rigor e sucesso, este livro é fundamental. Com uma selecção enriquecedora de mais de 200 vocábulos com histórias curiosas, significados surpreendentes e utilizações inesperadas, este é o livro que nos ajudará a ter sempre a palavra certa na ponta da língua.

Divulgação: Novidade Topseller

Há algo de irresistível num homem de fato e com uma mente atrevida… mais ainda se for o teu professor.

"Quando Caine West me conheceu, não foi um dos meus melhores momentos — eu tinha bebido demais, confundi-o com outra pessoa e ele devorava-me com os olhos, o suficiente para me tirar do sério.
Só depois, ao encontrá-lo na universidade, descobri: o sensual Caine West, com o seu sorrisinho presunçoso, viria a ser o meu novo professor. Melhor ainda: eu trabalharia para ele como sua assistente. Eu, Rachel, que o tratara como um imbecil e atacara os seus enormes… atributos.
Bela maneira de te apresentares ao teu prof!
Não me faltam ideias sobre como poderíamos passar algum tempo sozinhos na sala de aulas!
Tentei desculpar-me, e ele fez questão de me relembrar da hierarquia da sala de aula. Desde então, tento ser profissional, mas o magnetismo dele é inegável. Com rosto (e corpo!) de deus grego e uma voz grave e aveludada, não me admira que as alunas suspirem à sua passagem. Só não contava ficar também eu hipnotizada pelo charme do meu professor… E pela forma como a camisa lhe assenta nos braços bem definidos ou como as suas mãos parecem saber sempre o que fazer…
Bolas, Rachel, no que é que te estás a meter?"

Vi Keeland é autora bestseller do New York Times, com mais de um milhão de livros vendidos. Os seus livros estão actualmente traduzidos em 8 idiomas e apareceram em mais de 60 tops de vendas.
Mora em Nova Iorque com o seu marido, com quem é feliz desde os oito anos de idade, e os seus três filhos.
Saiba mais sobre a autora em: www.vikeeland.com

domingo, 18 de fevereiro de 2018

Traição (Aleatha Romig)

Alexandria Collins cresceu numa prisão dourada, mas, assim que teve oportunidade, partiu e foi atrás dos seus sonhos. Agora, acabada de se formar em Stanford e tendo pela frente mais três anos em Columbia, após os quais espera tornar-se uma advogada de sucesso, o passado que tanto se esforçou por deixar para trás ameaça dominá-la. A mãe e o padrasto querem-na de volta a casa e têm grandes planos para ela. Mas Alex não está disposta a renunciar a tudo tão facilmente. E, para lhe alimentar as forças, tem as memórias de uma semana passada sem apelidos e sem passado, na companhia de um elegante desconhecido que lhe arrebatou o coração. Nox - é por esse nome que o conhece - invadiu a sua vida e gravou-se-lhe na memória de uma forma indelével. Mas também ele é um homem de grandes voos e de regras estritas. E o que nasceu naquela semana não pode acabar...
Primeiro volume de uma série mais extensa - e, a julgar por este início, de grande potencial - este é um livro que cativa, em primeiro lugar, por ser bastante mais do que um romance erótico. Aliás, neste primeiro volume, o erotismo não é sequer o ponto dominante. Sim, há uma atracção que se transforma em algo mais, há momentos de grande sensualidade e há um equilíbrio de atracção e controlo entre os protagonistas. Mas estes elementos são apenas uma parte da história e a forma como são descritos é até, por vezes, relativamente breve. Há toda uma história familiar para Alex, todo um conjunto de intrigas tecidas à sua volta e um novo mundo à espera de ser descoberto, cujos contornos apenas começam a vislumbrar-se na fase final.
Este é, aliás, talvez o único ponto que deixa sentimentos ambíguos. É que tudo termina num grande ponto de viragem, deixando muitas perguntas sem resposta e quase tudo em aberto para o que se seguirá. Fica, por isso, inevitavelmente, uma certa curiosidade insatisfeita, mas principalmente a vontade de ler o volume seguinte o mais rapidamente possível. Até porque, além do muito que fica por dizer, há também muito de intrigante e de cativante na parte da história que foi já contada. Nox, com as suas regras estritas e o contraste entre afecto e autoritarismo. Alex, querendo ser tudo o que a sua prisão dourada lhe negou. Os Montague, com os seus esquemas e intrigas para manter as aparências e perpetuar o nome. E, claro, Cy e Patrick, que apenas começam a revelar-se, mas que demonstram já um estranho e fascinante carisma.
E, sim, é um primeiro volume, e um primeiro volume não muito extenso, mas nada parece ser demasiado apressado. Tudo surge na medida certa, sejam os momentos de erotismo, sejam os ocasionais momentos divertidos ou os episódios mais dramáticos e emocionais. Há espaço para tudo e tudo se desenrola com naturalidade. Talvez seja até esta forma relativamente sucinta, mas certeira, de descrever as coisas a fazer com que os grandes momentos ganhem um tão grande impacto - pois, no que diz respeito à família de Alex, há muitas emoções fortes, tanto de empatia como de aversão, à espera ao longo do caminho.
Pode, pois, ser um livro que deixa muito sem resposta - mas este início de caminho tem já muito de bom para descobrir. Pois, com as suas personagens fortes, mas vulneráveis, a intensidade dos momentos sensuais e o delicado equilíbrio entre intriga, humor e emoção, abre da melhor forma o enredo de uma série que promete ainda muito mais. Um início promissor, portanto, e uma história a acompanhar. 

Título: Traição
Autora: Aleatha Romig
Origem: Recebido para crítica

sábado, 17 de fevereiro de 2018

Verão em Edenbrooke (Julianne Donaldson)

Marianne Daventry está farta da vida em Bath. Por isso, quando a irmã a convida a passar o Verão em Edenbrooke, propriedade da família de uma amiga - e do cavalheiro abastado com quem pretende casar - Marianne fica encantada. Mas o seu ideal de perfeição não tarda a complicar-se, primeiro com o ataque de um salteador durante a viagem, seguido de um misterioso resgate, e depois com a estranha relação de afecto e embaraço que começa a criar-se entre ela e o seu anfitrião. Philip é encantador, ainda que tire um prazer especial das suas tentativas de a fazer corar. Mas, com a lealdade dividida entre o coração e a irmã, e sem saber se aquilo que sente é, afinal, mais que amizade, Marianne começa a suspeitar de que o paraíso por que tanto anseia é, afinal, algo que nunca poderá ter...
Uma das primeiras coisas a surpreender neste livro - e, muito provavelmente, a sua principal força - é a forma como a autora constrói, a partir de um percurso à partida previsível, uma história cativante, divertida e surpreendente. Há algo de encantador na forma como Marianne e Philip se conhecem, na relação que se desenvolve entre eles e nos muitos momentos partilhados, momentos estes que variam entre o embaraçosamente divertido e o profundamente comovente. E tudo isto acontece com uma deliciosa naturalidade que, associada a uma inocência que não é comum neste tipo de romances - o amor nasce mais de um afecto genuíno do que de qualquer atracção, digamos, mais tórrida - , faz com que a leitura se torne absurdamente viciante. 
Claro que, sendo acima de tudo uma história de amor, a personalidade e os sentimentos dos protagonistas desempenham um papel crucial e tanto Philip como Marianne são personagens brilhantes. Philip, com a sua dedicação a ser um verdadeiro cavalheiro, contrasta com Marianne, e a sua necessidade de não ser mais do que apenas o que se espera de uma menina da sociedade. E a forma como as forças de ambos se conjugam ganha um encanto especial, não só por as suas personalidades se conjugarem tão bem, mas também porque o mundo que os rodeia parece mudar um pouco em função deles.
Mas há mais para além do romance. Há as relações familiares de Marianne, o segredo que a avó lhe confiou e que será motivo de alguns momentos intensos e os pequenos mistérios da vida de Philip que Marianne precisa de descobrir. Há as mágoas passadas, a ausência do pai, a difícil lealdade para com a irmã, as dificuldades em enquadrar-se no convencional. E, em tudo isto, há emoção, humor, intensidade, força - sem nunca perder de vista a tal inocência que é tão própria deste romance.
Com um duo brilhante como protagonistas e uma história deliciosamente encantadora, eis, pois, um romance que parte da (aparentemente) mais simples das histórias para a tornar em algo diferente, surpreendente e a que é muito difícil resistir. Leve, divertido e cheio de momentos marcantes, uma história para devorar de uma assentada... e para guardar na memória com carinho. Muito bom.

Título: Verão em Edenbrooke
Autora: Julianne Donaldson
Origem: Recebido para crítica